quarta-feira, 2 de agosto de 2017

contudo




não estou certo de nada. gostava, contudo,
de acreditar que existes, para te esperar sem
angústia, talvez pôr a música mais baixo, ouvir
os vizinhos a conversar, preparar coisas para te
dizer, ler um livro, vestir-me. gostava de ter
por ti um amor convencional, sem ter de o
imaginar. com um jantar pelo meio, um passeio
no mais popular do parque, a ver cisnes e a
fugir dos cavalos. mas não estou certo de nada, e
mais fácil é fechar as portadas, escolher um cobertor
quente e fazer com que vente mais e mais lá fora

valter hugo mãe






3 comentários:

  1. ...e por que não lembrar das coisas boas que foram vividas...
    Beijo doce

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    1. no poema cabe apenas espera.
      obrigada, Goti.

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    2. ... a vida não espera por nós
      Beijo doce

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