Nunca a palavra tranquilidade, repetida tantas vezes na boca
dele, me enervou tanto.
Eu quero tocar muito antes de tocar de verdade, quero
adivinhar-te o sabor, o ritmo, quero escutar as palavras no teu silêncio e ver
o meu mar naquele lugar mesmo atrás dos teus olhos. Quero o ondular das folhas
que a toda a hora vejo na minha janela, no teu corpo, no meu corpo. Quero a
recordação mais antiga do que esta vida, do toque da tua mão, do roçar no teu
corpo, da textura da tua boca, do teu corpo no meu corpo. Fusão de pele.
Não quero a tranquilidade.
Quero o repouso em ti.